Diferenças Entre Resíduo, Rejeito e Lixo

Entender as diferenças entre resíduo, rejeito e lixo possibilita que a gestão dos materiais descartados por indústrias e empresas seja mais eficaz, sustentável e economicamente mais adequado.

Entender as diferenças entre resíduo, rejeito e lixo possibilita que a gestão dos materiais descartados por indústrias e empresas seja mais eficaz, sustentável e economicamente mais adequado.

Quantas vezes você já não se deparou com uma caçamba entupida com toda sorte de materiais descartados, de maneira incorreta, pela vizinhança?

Ou seja, aquela caçamba abarrotada com entulho de construção civil, latas de tinta, panos contaminados com produtos químicos, lâmpadas queimadas, lixo orgânico doméstico, móveis danificados, garrafas pet, pedaços de madeira, plástico, vidro quebrado e outras tantas coisas.

Bom, esse é apenas um exemplo cotidiano para ilustrar a baixa consciência ambiental da população e/ou o total desconhecimento em relação à maneira correta de descarte dos diferentes tipos de materiais inservíveis.

Na verdade, essa confusão e negligência quanto à composição e modo de descarte dos diferentes “lixos” urbanos causam imensos prejuízos à natureza, à saúde pública e à sustentabilidade futura.

Neste artigo, você saberá um pouco mais sobre as diferenças entre resíduo, rejeito e lixo

E falando particularmente do setor produtivo, descobrirá porque é fundamental que as empresas e indústrias saibam identificar, diferenciar e dar a destinação final ambientalmente adequada aos seus diferentes tipos de resíduos sólidos.

O Que é Lixo

Na prática, aprendemos desde cedo que lixo é todo tipo de sobras, restos de matérias orgânicas, resíduos de higiene pessoal e materiais inservíveis – como embalagens usadas, papelão, vidros, plásticos, madeira e metais – que descartamos em casa.

Quer dizer, é um termo simples, popular e bastante genérico que não combina em nada com hábitos modernos e mais sustentáveis como coleta seletiva, reciclagem, logística reversa e reaproveitamento energético de resíduos.

No verbete do dicionário Michaelis, o termo “lixo” possui sete significados. Mas aquele que mais nos interessa aqui diz respeito ao substantivo masculino que designa “resíduos provenientes de atividades domésticas, industriais, comerciais etc. que não prestam e são jogados fora; bagaço”.

Hoje, o termo lixo é muito utilizado como sinônimo de resíduos descartados após seu emprego em determinadas atividades humanas ou para designar o acúmulo de materiais específicos. Por exemplo, lixo eletrônico, lixo urbano, lixo doméstico, lixo industrial, lixo plástico etc.

O Que é Rejeito?

O Capítulo II da Política Nacional de Resíduos Sólidos/PNRS (Lei Nº 12.305/10) – a principal legislação federal que regula e disciplina o manejo de resíduos -, é dedicado exclusivamente à definição dos temas, termos e assuntos correlatos à lei.

Dessa forma, a PNRS define “rejeitos” da seguinte maneira:

Resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada”.

Assim, rejeito é todo tipo de resíduo que não pode mais ser reciclado ou reutilizado em outra finalidade/atividade.

No caso dos rejeitos, a lei prevê que esse tipo de resíduo inservível e já totalmente sem possibilidades de reaproveitamento deve ser disposto em aterros sanitários legais, ou seja, com suas devidas licenças ambientais em dia.

Essa é uma exigência legal para prevenir o descarte arbitrário de rejeitos em áreas verdes, mananciais e outros locais que possam causar impactos ambientais (poluição, contaminação, degradação) ou ser nocivos à saúde pública.

O Que é Resíduo?

Obviamente, a mesma Política Nacional de Resíduos Sólidos/PNRS também oferece uma definição técnica para o seu principal objeto de regulação.

De acordo com a PNRS, “resíduo sólido” é:

Material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível”.

É possível dizer que o resíduo é tudo aquilo que já foi utilizado em alguma atividade doméstica, industrial, comercial, hospitalar, agropecuária ou outra, mas que ainda pode ser reciclado ou reaproveitado como matéria-prima ou fonte alternativa de combustível.

Considerada um grande avanço na esfera legal ambiental, a PNRS classifica os resíduos sólidos de duas formas:

1.   Quanto à Origem:

Resíduos Domiciliares

os originários de atividades domésticas em residências urbanas;

Resíduos de Limpeza Urbana

os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;

Resíduos Sólidos Urbanos

os englobados nas alíneas “a” e “b”;

Resíduos de Estabelecimentos Comerciais e Prestadores de Serviços

os gerados nessas atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”;

Resíduos dos serviços Públicos de Saneamento Básico

os gerados nessas atividades, excetuados os referidos na alínea “c”;

Resíduos Industriais

os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;

Resíduos de Serviços de Saúde

os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;

Resíduos da Construção Civil

os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis;

Resíduos Agrossilvopastoris

os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;

Resíduos de Serviços de Transportes

os originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;

Resíduos de Mineração

os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios;

2.   Quanto à Periculosidade:

Resíduos Perigosos

aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica;

Resíduos Não Perigosos

aqueles não enquadrados na alínea “a”.

De maneira específica, a classificação mais detalhada dos resíduos perigosos (Classe I) e não perigosos (Classe II) é feita pela norma ABNT NBR 10004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que foi editada em 2004.

A NBR 10004 agrupa esses resíduos sólidos de acordo com o seu potencial nocivo, levando-se em consideração características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.

Importância da Correta Destinação dos Resíduos Industriais

A gestão adequada dos resíduos industriais é uma questão estratégica para as companhias que, diariamente, lidam com grandes volumes de sobras de matérias-primas, efluentes, lodos gerados nos processos produtivos, produtos barrados em controles de qualidade e/ou vencidos, entre outros itens.

No caso dessas organizações, é fundamental que seus gestores identifiquem com clareza o que é exatamente resíduo ou rejeito. E que, depois disso, assegurem a destinação final ambientalmente adequada desses materiais.

Essa competência técnica – saber identificar e destinar corretamente os resíduos industriais – garante uma série de benefícios às empresas. Entre eles podemos citar:

  • segurança jurídica
  • maior rentabilidade
  • respeito às leis ambientais
  • construção de imagem positiva junto a consumidores, fornecedores, parceiros e o mercado como um todo
  • fomento da economia circular
  • otimização de espaços internos
  • geração de fonte de energia alternativa (CDR, o composto derivado de resíduos)
  • aprimoramento da gestão das matérias-primas

Suporte Ambiental na Gestão e Tratamento de Resíduos

A Nova Ambiental é uma companhia especializada na oferta de serviços ambientais: tratamento e destinação final ambientalmente adequada de resíduos Classe I e Classe II.

Em seu parque industrial instalado no município de Itapevi (SP), são executados diversos serviços ambientais como coprocessamento, incineração de resíduos, remediação de solos contaminados, transporte, tratamento e destinação final de resíduos perigosos, manufatura reversa, descaracterização de resíduos (proteção de marca) e armazenamento temporário.

Com qualidade, tecnologia, agilidade e profissionalismo, há duas décadas atendemos empresas clientes de todos os segmentos – alimentício, bebidas, medicamentos, eletroeletrônicos, químico, logística, varejo, hospitalar, hotelaria e outros.

Que tal otimizar a gestão ambiental da sua companhia na área dos resíduos industriais? Conheça as soluções ambientais que temos para aprimorar o seu negócio.

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síntese
Diferenças Entre Resíduo, Rejeito e Lixo
Nome do Artigo
Diferenças Entre Resíduo, Rejeito e Lixo
Descrição
Entender as diferenças entre resíduo, rejeito e lixo possibilita que a gestão de resíduos descartados por indústrias e empresas se torne mais eficaz, sustentável e economicamente mais adequado.
Autor
Empresa
Sistema Nova Ambiental
Marca

Com extremo zêlo, profissionalismo, seriedade e competência, a Nova Ambiental conta com soluções sustentáveis.

Coprocessamento de Resíduos industriais é a etapa em que o resíduo é totalmente descaracterizado e misturado junto a outros resíduos com alto poder calorífero (blend)

Coprocessamento de Resíduos

Etapa em que o resíduo é totalmente descaracterizado e misturado junto a outros resíduos com alto poder calorífero (blend)

Resíduos de Serviços de Saúde (RSS). Realizamos a correta classificação dos resíduos de serviços de saúde RSS, possibilitando a correta manipulação.

Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)

Realizamos a correta classificação dos resíduos de serviços de saúde RSS, possibilitando a correta manipulação.

Descaracterização de Resíduos. Realizamos a descaracterização de resíduos anulando os riscos de reutilização de qualquer produto e embalagens.

Descaracterização de Resíduos

Realizamos a descaracterização de resíduos anulando os riscos de reutilização de qualquer produto e embalagens.

Transporte de Resíduos Perigosos com veículos próprios assegurados, rastreados e operando dentro das normas legais ambientais e de trânsito para execução dos serviço de Tratamento de Resíduos

Transporte de Resíduos Perigosos

Veículos próprios assegurados, rastreados e operando dentro das normas legais ambientais e de trânsito para execução dos serviço de Tratamento de Resíduos

Logística Reversa Para Aerossol</a></h2> <p>Descaracterização de embalagens, manufatura reversa.  Infraestrutura moderna e tecnologia para o tratamento e destinação final de embalagens pós-consumo de aerossóis.

Logística Reversa Para Aerossol

Descaracterização de embalagens, manufatura reversa. Infraestrutura e tecnologia para tratamento e destinação final de embalagens pós-consumo de aerossóis.

Incineração de Resíduos. Possuímos um perfeito processo de tratamento de resíduos que envolve a combustão de substâncias orgânicas.

Incineração de Resíduos

Possuímos um perfeito processo de tratamento de resíduos que envolve a combustão de substâncias orgânicas.

Remediação Ambiental, Remoção de Solo Contaminado e Tratamento

Remediação Ambiental e Solo Contaminado

Remediação Para Áreas Contaminadas. Realizamos um minucioso diagnóstico da contaminação. Multitecnologia para no tratamento de solo contaminado.

Contamos com licença da CETESB para Armazenamento Temporário de Resíduos Perigosos e não perigosos

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Contamos 10.000m² licenciada pela CETESB para Armazenamento Temporário de Resíduos Perigosos e não perigosos

Manufatura Reversa de Eletrônicos Reutilização e o reprocessamento de equipamentos elétricos e eletrônicos descartados ou considerados obsoletos

Manufatura Reversa de Eletrônicos

Reutilização e o reprocessamento de equipamentos elétricos e eletrônicos descartados ou considerados obsoletos

Retorno Fiscal e Dedutibilidade Fiscal  de Produtos Inservíveis e serviços integrados de destinação final de produtos e/ou materiais inservíveis e assessoria fiscal, tributária e ambiental.

Retorno Fiscal de Produtos Inservíveis

Dedutibilidade Fiscal e serviços integrados de destinação final de produtos e/ou materiais inservíveis e assessoria fiscal, tributária e ambiental.

Decisão Judicial Favorável aos Associados FIESP/CIESP Contra Aumento de Impostos/Licenças Ambientais e CADRI

Decisão Judicial Favorável aos Associados FIESP/CIESP Contra Aumento de Impostos/Licença Ambientais e CADRI. Publicado em 04.10.2019, o Decreto Estadual nº 64.512/2019 estabelece novo procedimento de cálculo no Licenciamento Ambiental, trazendo modificações nas fórmulas de cálculo dos preços praticados pela Cetesb para preços de expedição de licenças ambientais e pareceres técnicos afetos ao recebimento de resíduos de interesse e Certificados de movimentação de resíduos de interesse ambiental – CADRI (individual e coletivo), sobre avaliação de Plano de Desativação ou Desmobilização e sobre regularização de parcelamento do solo para fins habitacionais e núcleos habitacionais.